quinta-feira, 15 de março de 2012

Dizimando o rei, o réu sou eu
Vitimando o réu, o rei sou eu
Cangaceiro febril da terra inteira, o erro é meu... ♪♫
Entre o bem e o mal a linha é tênue meu bem
Entre o amor e o ódio a linha é tênue também
Quando o desprezo a gente muito preza
Na vera o que despreza é o que se dá valor
Falta descobrir a qual desses dois lados convém
Sua tremenda energia para tanto desdém
Ou me odeia descaradamente
Ou disfarçadamente me tem amor...
♪♫
Aí é choro doído, é sonho moído, é fim de trilha ♪♫
Enquanto o homem não acorda
Idiota! Nem nota!
Se enforca com a corda da própria tensão
E um axé feito acapella
Vai se transformando num batidão. ♪♫

Vai ter uma festa que eu vou dançar até o sapato pedir pra parar. Aí eu paro tiro o sapato e danço o resto da vida...

Admito que doeu, que me sufocou. Admito que eu não sabia pra onde correr. Admito que me consumiu, que me corroeu, que me despedaçou. Mas também admito me fez olhar pra frente e entender que tudo nessa vida tem uma razão, e que se você se machuca muito, começa a não doer mais tanto.


[Caio Fernando Abreu]