quinta-feira, 15 de março de 2012

Entre o bem e o mal a linha é tênue meu bem
Entre o amor e o ódio a linha é tênue também
Quando o desprezo a gente muito preza
Na vera o que despreza é o que se dá valor
Falta descobrir a qual desses dois lados convém
Sua tremenda energia para tanto desdém
Ou me odeia descaradamente
Ou disfarçadamente me tem amor...
♪♫
Aí é choro doído, é sonho moído, é fim de trilha ♪♫
Enquanto o homem não acorda
Idiota! Nem nota!
Se enforca com a corda da própria tensão
E um axé feito acapella
Vai se transformando num batidão. ♪♫

Vai ter uma festa que eu vou dançar até o sapato pedir pra parar. Aí eu paro tiro o sapato e danço o resto da vida...

Admito que doeu, que me sufocou. Admito que eu não sabia pra onde correr. Admito que me consumiu, que me corroeu, que me despedaçou. Mas também admito me fez olhar pra frente e entender que tudo nessa vida tem uma razão, e que se você se machuca muito, começa a não doer mais tanto.


[Caio Fernando Abreu]

sábado, 21 de janeiro de 2012

Sim, tenho um coração urgente que tem pressa de tudo. Tenho sede, tenho sonhos, tenho planos pra mil anos! Sim, eu quero mais, sempre mais. Mais brilho, mais falta de ar, mais frio na barriga, mais noites em claro, mais sua melanina colada na minha palidez. Sabe aquele tom de aventura, de nenhuma responsabilidade e também nenhuma culpa? Então, eu quero. Quero o inusitado, quero velocidades e nenhum freio. Quero seu olhar indecente e seu despertar nas madrugadas. Lembra daquela dança, do dia que nos conhecemos, aquela dança que você jura que fiquei te devendo porque passei mais tempo com um outro rapaz que supostamente dançava melhor? Então, eu quero ela denovo mas dessa vez eu vou pedir pra trocarem as músicas, vou pedir pra tocarem as nossas músicas e eu vou encostar no seu peito pra você me conduzir pelo tempo que quiser... e pra não perder minha fama de “drama queen” eu quero também as briguinhas e todos os seus absurdos e mais ainda as reconciliações com todas as lágrimas e beijos famintos dos quais elas são passíveis. Quero você rondando meu desassossego que é pra eu morar no conforto do seu abraço. Meu refúgio, meu delírio, minha paz. Vem, eu sei que você pode mais, mas sei também que você jamais se conformou com minha mania de querer mais. Você nunca vai entender, que a minha sede é constante, que o meu querer é em doses dobradas e o meu sonhar só sossega no infinito. Então, vem, discursa sobre os meu excessos, me censura, me rotula, me chame de chata, de maluca, mandona, mimada. Diga que eu sou intensa, tensa, dramática, exagerada. Declare que tudo que eu amo, acredito, reclamo ou sofro, eu amo demais, acredito demais, sofro demais e sim, eu reclamo demais. É tudo, tudo verdade. Mas olha, chega mais perto agora que eu vou revelar um segredo, eu vou publicar minha absolvição: eu não vejo porquê de ser diferente quando a realidade ainda não é melhor do que os meus sonhos. Eu não tenho culpa do meu querer não caber numa simples frase de “Eu te amo”.

( Yohana d'Arc )